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SOCIEDADE BUDISTA-HINDUÍSTA RENOVADORA SOBUHIR Bhagavan Sri Ramana Maharshi |
Eu Sei: Meditar, Confiar e Esperar...
(Sri Ramana Maharshi/Mahabhutani)
BHAGAVAN SRI RAMANA MAHARSHI não conferiu às posturas ou asanas a importância que outros mestres deram. Não que fosse errado assim proceder. Mas cada mestre tem a sua tônica, e a do nosso Maharshi era voltada para outros aspectos, mais sutis, da prática do Yoga. Em a NOVA DOUTRINA, seus discípulos se manifestam repetidamente sobre a necessidade imperiosa da Meditação. Meditar, Confiar e Esperar é o lema que o Guru apresenta, sintetizando, assim, o seu método de auto-realização!
1.4. O Discípulo, para ter o conhecimento do Caminho que vai percorrer, precisa conhecer certos ensinamentos, como ter a sua mente sossegada, não deixá-la que passeie de um lado para outro, porque só assim poderá ouvir o seu Eu Superior.
Aquietar a mente e impedir o fluxo desvairado de pensamentos, que se sucedem ininterruptamente, num intelecto cheio de idéias e teorias preconcebidas, que pretende ter todas as respostas -- é a primeira tarefa de quem quer adquirir o verdadeiro conhecimento de Si próprio. Somente pela Meditação é possível conseguir quebrar essa cadeia de pensamentos, que saltam de um lado para o outro, impedindo o alcançar de um Conhecimento que está além da razão condicionada. No momento em que isto é obtido, tudo muda, pois o homem penetra numa esfera superior, onde a Ilusão de Maya, do mundo material, se dissipa.
3.5. No Caminho do Amor, tendo por base o Conhecimento e não a mente, renascerá no Coração a Felicidade Real, que atrairá a mente, transmutando-a no Amor Transcendente.
Uma grande transformação interna há-de acontecer quando o Discípulo se entregar ao Amor Incondicional, na busca do Ser Interno.
Sua mente, até então condicionada pelos mecanismos da matéria, abrir-se-á para um mais amplo horizonte. A partir daí, será o Conhecimento Real, obtido através da Meditação, que orientará sua pesquisa, no caminho do Amor Transcendental. Assim conhecerá ele a Felicidade Real, que reside no Coração do Ser Iluminado, sendo o coroamento de seus esforços rumo ao Samadhi.
3.7. No caminho de flores multicoloridas, que trazem a luz do conhecimento, muitas vezes o caminhante poderá encontrar ervas daninhas e pedras pontiagudas que o deterão. Mas, se ultrapassá-las com determinação, conseguirá rever as flores que simbolizam a Luz do Conhecimento do seu Ser Superior, que em silencio o guiará até o final dessa caminhada.
Não basta encontrar o Caminho da Iluminação, com as delícias do Conhecimento Superior. É preciso que o caminhante persevere diante das dificuldades, e aprenda a distinguir o joio do trigo, ou seja, separar as ervas daninhas que se espalham entre as flores multicoloridas da Sabedoria, ultrapassando as pequenas dádivas das interpretações apressadas-- para prosseguir na busca da Grande Luz que ilumina a senda que o levará ao termo glorioso de sua Caminhada. Meditar, orar e confiar... Amar incessantemente, e trabalhar pela Evolução Consciente da Humanidade.
7.4. O Discípulo que consegue, ao meditar, mergulhando no seu Ser, anular pensamentos e qualquer outra atividade, ele alcança, certamente, a auto-realização.
Sabemos que, enquanto estiver preso à corrente ininterrupta dos pensamentos, voltados para o mundo fenomenal, o buscador não conseguirá acertar os passos com os Discípulos aceitos pelo Guru.
É preciso fazer com que essa corrente seja interrompida -- através dos processos da Meditação -- para que a Realidade se apresente ao estudante, que, assim Iluminado, alcançará, sem dúvida, sua auto-realização, conhecendo o SER.
7.5. É no Silêncio que o EU se manifesta em toda sua pujança. Meditando, o Discípulo realiza tudo que tem de realizar, no cumprimento de sua sagrada missão. Calar o externo é tarefa fundamental, para que a Voz do Silêncio se manifeste, trazendo para a Vida, aquilo que está oculto, obscurecido pelas camadas psíquicas e emocionais da encarnação.
Todas as formas de manifestação situam-se num plano inferior e devem, portanto, ser caladas durante a meditação, e usadas com parcimônia em todas as oportunidades em que se mostrem indispensáveis. Discrição é uma regra áurea para o Discípulo.
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