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MÁRCIA  PESSANHA

                                                 BANQUETE
Não quero a vida esfacelada, triturada
pelas dores da amargura, na moenda do tempo.
servida sem fartura, sem requinte,
numa refeição fugaz.
Não quero os fragmentos que sobram
as migalhas de pão, os goles de vinho
que não servem mais.
Quero sentar-me à mesa do banquete
como uma convidada escolhida...
E orgulhosa dizer: 
Quero minha porção inteira de vida.

Márcia Pessanha

 

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